Feijão na Bahia pode chegar a R$ 12 o quilo mesmo com alta no campo

Foto: José Simões

A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção de feijão na Bahia deve alcançar 318,5 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 9,5% em comparação com o ciclo anterior, consolidando o estado como o quarto maior produtor do país e líder na região Nordeste, onde responde por cerca de 45% da safra regional.

O incremento na colheita baiana decorre de ganhos de produtividade e eficiência técnica, com forte participação da agricultura familiar, descolando-se parcialmente da tendência de retração de área cultivada observada em outras regiões produtoras do território nacional.

Apesar do desempenho positivo da lavoura baiana, omercado estadual sofre influência direta das diretrizes nacionais de preços. Projeções do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) indicam que ofeijão-carioca pode atingir patamares próximos a R$ 12 o quilo nas gôndolas de diversas regiões brasileiras no início de 2027.

No campo, as cotações superam R$ 310 por saca, impulsionadas pela retração de estoques e pela cautela de agricultores diante dos riscos climáticos e da concorrência por área com commodities de maior liquidez, como a soja e o algodão.

  • Consumo interno: o mercado consumidor na Bahia absorve a produção local, mas a formação do preço final ao consumidor é impactada pela conjuntura de oferta e demanda de âmbito federal.
  • Cadeia de suprimentos: custos de frete e distribuição interna influenciam a variação do valor cobrado nos supermercados entre a capital, a Região Metropolitana e os municípios do interior.
  • Segunda safra: analistas apontam que a normalização dos preços depende do volume colhido nos ciclos subsequentes, com expectativa de alívio na pressão inflacionária apenas após a entrada das próximas safras.

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