A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27), a Operação Alter Ego para investigar uma mulher idosa suspeita de usar uma identidade falsa por mais de dez anos para receber irregularmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a investigação, a suposta fraude teria causado um prejuízo superior a R$ 108 mil aos cofres públicos. O caso envolve suspeitas de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado.
Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Campina Grande, na Paraíba. A ação foi autorizada pela 16ª Vara Federal do estado.
A Justiça também determinou o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas à investigada e autorizou a quebra do sigilo bancário. As medidas buscam reunir provas e identificar possíveis movimentações financeiras relacionadas ao caso.
Quem tem direito ao BPC?
O Benefício de Prestação Continuada é destinado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência que atendam aos critérios de renda e às demais exigências legais. Diferentemente da aposentadoria, o BPC não exige contribuição prévia ao INSS.
A Polícia Federal continua investigando o caso. Se as suspeitas forem confirmadas, a mulher poderá responder pelos crimes investigados.
Até a conclusão das apurações, não há confirmação definitiva de que a investigada tenha cometido as irregularidades.