A Bahia registrou 9.990 casos prováveis de chikungunya entre janeiro e 15 de setembro de 2026, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). O número representa aumento de 364,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2.149 casos.
Duas mortes pela doença foram confirmadas no estado. Ao todo, 201 municípios notificaram casos, e 22 deles tiveram incidência superior a 100 casos por 100 mil habitantes.
O aumento ocorre em meio à chegada das estações mais quentes. Segundo o infectologista Claudilson Bastos, períodos de pouca chuva também podem favorecer a proliferação do Aedes aegypti quando moradores armazenam água em recipientes sem vedação adequada.
Dengue recua
Enquanto a chikungunya avançou, os casos prováveis de dengue caíram 16,5% na Bahia. Foram 23.285 registros até 15 de setembro de 2026, contra 27.894 no mesmo período do ano passado.
Apesar da redução, a dengue causou 12 mortes no estado neste ano. Já a zika teve alta de 3,2%, passando de 252 para 260 casos prováveis.
A orientação das autoridades de saúde é eliminar locais que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos de plantas. Caixas-d’água também devem permanecer bem vedadas.
Ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo ou nas articulações, manchas na pele ou olhos vermelhos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para identificar a doença e receber orientação adequada.