O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu à Justiça a condenação do apresentador Marcelo Castro, do programa Alô Juca, da TV Aratu, por crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais.
Nas alegações finais, o MP-BA também solicitou que a eventual pena seja cumprida inicialmente em regime fechado e que sejam aplicadas punições acima do mínimo previsto em lei. A decisão sobre a condenação e a pena caberá à Justiça.
Segundo a acusação, Marcelo Castro teria liderado um esquema que desviou cerca de R$ 407 mil em doações feitas por Pix para pessoas em situação de vulnerabilidade. Os supostos desvios teriam ocorrido entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023.
Conforme o Ministério Público, o apresentador pedia doações durante reportagens sobre pessoas que precisavam de ajuda. No entanto, em vez de divulgar o Pix das famílias, ele teria apresentado outro código ou alterado o endereço correto durante a exibição das matérias.
Nas alegações finais, o MP-BA afirma ter identificado 12 casos com o mesmo método de atuação.
Ao todo, as campanhas citadas pela acusação arrecadaram aproximadamente R$ 540 mil. Desse valor, cerca de R$ 407 mil teriam sido desviados pelos envolvidos.
Somadas, as penas máximas previstas para os crimes atribuídos aos acusados podem chegar a 61 anos de prisão. Esse cálculo, porém, não representa uma condenação, e a definição de eventual pena depende da decisão judicial.