O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou dez pessoas ligadas à direção da torcida organizada Bamor por suspeita de envolvimento em organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), durante a “Operação Inquisição”.
Segundo o MPBA, os investigados teriam usado a estrutura da torcida para punir integrantes suspeitos de irregularidades. As ocorrências teriam acontecido em julho deste ano, na sede da Bamor.
De acordo com a acusação, duas vítimas teriam sofrido agressões físicas e psicológicas durante sessões realizadas para obter confissões sobre supostos desvios relacionados à gestão de associados.
Entre os denunciados estão o presidente da torcida, Matheus Pires Castro; o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio; e o diretor-geral, Gabriel Pereira Silva.
Também foram denunciados os diretores Daniel Sena Duarte, Luiz Wagner da Silva Santana, Ricardo Henrique Almeida da Silva, Diego Allan Conceição Sacramento, Ivã Cleiton de Jesus Santos e Alan Rafael Regis Alves de Aquino. O policial militar Fernando Santana Esquivel também integra a lista.
O MPBA pediu à Justiça a manutenção das prisões preventivas dos denunciados. Segundo o órgão, eles estão custodiados no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
A promotoria também pediu a condenação dos acusados ao pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais. Para reparar os supostos prejuízos causados à coletividade, o MPBA solicitou ainda uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.