O governo de Keiko Fujimori, no Peru, propôs regras mais rígidas para a aparência dos estudantes como parte de uma estratégia para combater a violência nas escolas. As medidas restringem maquiagem, esmaltes, cabelos tingidos e saias curtas, além de estabelecer padrões para os penteados dos meninos.
Keiko defende que as normas reforcem a disciplina e ajudem a conter agressões e intimidações entre alunos. A proposta, apresentada em 12 de outubro, recebeu críticas de opositores, que questionam a eficácia das restrições para prevenir a violência.
A senadora Ruth Luque criticou o foco na aparência e defendeu medidas concretas de prevenção e proteção dos estudantes. O debate ocorre após o registro de cerca de 12 mil ocorrências de violência escolar nos oito meses anteriores, segundo o Ministério da Educação peruano.
A discussão também reacendeu críticas ao legado do ex-presidente Alberto Fujimori, pai de Keiko. Durante seu governo, entre 1990 e 2000, mais de 300 mil mulheres foram submetidas a esterilizações forçadas, segundo estimativas citadas por organizações de direitos humanos, em uma política que atingiu principalmente mulheres indígenas e de baixa renda.