Um estudo realizado por pesquisadores da Coreia do Sul indica que ficar muitas horas sem comer pode ter pouca influência nos resultados de diversos exames de sangue de rotina. A pesquisa também aponta que períodos de jejum superiores a 12 horas não trouxeram benefícios mensuráveis para os testes avaliados.
O trabalho foi desenvolvido por médicos e pesquisadores de instituições sul-coreanas, incluindo o Asan Medical Center, a Faculdade de Medicina da Universidade de Ulsan e os hospitais universitários Ilsan Paik, Haeundae Paik e Uijeongbu Eulji.
Segundo os resultados, a maioria dos exames analisados apresentou pequenas variações relacionadas ao tempo sem alimentação. Os achados levantam questionamentos sobre a necessidade de exigir jejum prolongado em todos os procedimentos laboratoriais.
Jejum continua necessário em alguns exames
Apesar dos resultados, os pesquisadores não recomendam eliminar o jejum de forma generalizada. A necessidade de restrição alimentar depende do exame solicitado, das condições de saúde do paciente e das orientações adotadas pelo laboratório.
O exame de glicose em jejum, por exemplo, exige preparação específica. Outros testes podem ser realizados sem restrição alimentar, conforme a indicação médica e o protocolo utilizado.
Ficar muitas horas sem comer também pode provocar fome, fraqueza e tontura, principalmente em pessoas mais vulneráveis.
Os resultados reforçam a importância de avaliar individualmente a preparação necessária para cada exame, evitando restrições desnecessárias sem comprometer a confiabilidade dos resultados.
Antes de realizar qualquer procedimento, o paciente deve seguir as orientações do médico ou do laboratório responsável. A recomendação é não alterar o período de jejum por conta própria.