A redução dos recursos enviados pelo governo federal tem preocupado prefeituras de todo o país. Com menos dinheiro entrando nos cofres públicos e as despesas cada vez maiores, os municípios enfrentam o desafio de manter as contas em dia e garantir serviços essenciais à população.
Na Bahia, algumas cidades, como Cruz das Almas, Guanambi e Brumado, já começaram a adotar medidas para reduzir despesas e tentar equilibrar as contas.
De acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o terceiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), realizado em 30 de outubro, teve uma queda real de 2,40% em comparação com o mesmo período de 2025. O cálculo já considera a inflação.
Após os descontos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o valor distribuído entre os municípios ficou em aproximadamente R$ 4,8 bilhões.
A situação é ainda mais preocupante para as cidades de pequeno porte, que dependem dos repasses federais para manter o funcionamento de serviços importantes, como saúde, educação, transporte e infraestrutura.
Com a redução das receitas, as prefeituras podem precisar rever contratos, diminuir gastos administrativos e adotar outras medidas para controlar as despesas. Em casos mais delicados, também pode entrar em discussão a redução do número de funcionários.
Apesar disso, não existe uma orientação geral para que os municípios demitam servidores. Cada prefeitura precisa avaliar a própria situação financeira e decidir quais medidas são necessárias para manter o equilíbrio das contas públicas sem comprometer o atendimento à população.