Clubes brasileiros aumentaram a pressão contra as novas restrições à publicidade de apostas esportivas e discutem a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro. A mobilização ganhou força após dirigentes articularem um boicote a uma reunião com o Governo Federal.
Entre as reivindicações está a criação de um período de transição de seis meses a um ano para que os clubes encerrem contratos de publicidade com empresas de apostas. As equipes também cobram medidas de apoio financeiro além da linha de crédito com juros reduzidos já negociada.
Uma eventual paralisação poderia afetar o calendário do futebol nacional e aumentar a pressão sobre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para participar das negociações com o governo.
O Sinafut, entidade que reúne clubes, federações e ligas, também pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para participar do processo que questiona as novas regras.
A reação ocorre após o governo anunciar medidas contra plataformas de apostas esportivas e cassinos on-line. Entre as mudanças estão a suspensão de novos depósitos e o encerramento das operações das plataformas no país.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os usuários terão até as 23h59 de 5 de outubro para retirar os valores disponíveis. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos deverão deixar de funcionar.
O governo também pretende enviar ao Congresso um projeto de lei com punições para quem explorar, operar ou divulgar plataformas de apostas.