A ansiedade pode prejudicar o sono, a concentração e a qualidade de vida, especialmente quando os sintomas são frequentes e interferem na rotina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% da população mundial vivia com algum transtorno de ansiedade em 2023.
Entre os sinais que merecem atenção estão preocupação excessiva, irritabilidade, alterações no sono e dificuldade para realizar atividades cotidianas. O uso constante de telas e a pressão por produtividade também fazem parte do debate sobre saúde mental.
Fitoterápicos exigem cuidados
Produtos à base de Passiflora incarnata, conhecida como passiflora, são utilizados em algumas formulações fitoterápicas com finalidade calmante. No entanto, a composição, a eficácia e as indicações variam conforme o produto, e o uso deve seguir as orientações da bula e de um profissional de saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que produtos vegetais também podem causar efeitos adversos e interagir com medicamentos. Entre as possíveis reações associadas à passiflora está a sonolência.
Quando procurar ajuda
Sintomas persistentes de ansiedade que prejudicam o trabalho, os estudos, o sono ou os relacionamentos devem ser avaliados por um profissional de saúde. Manter uma rotina de sono, praticar atividades físicas e reservar momentos para descanso pode contribuir para o bem-estar, mas não substitui o acompanhamento quando necessário.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento em saúde mental por meio da Rede de Atenção Psicossocial, que inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
A escolha de medicamentos ou fitoterápicos deve considerar as necessidades de cada pessoa e os possíveis riscos do tratamento. A automedicação pode provocar efeitos indesejados e atrasar a identificação de outras condições.